Meus filhos seguem regras mas não são obedientes.Sempre ouvi dizer que ser obediente é uma qualidade das crianças, porém isso me incomoda profundamente.Não, eu não quero filhos obedientes, que aceitem tudo sem questionar e sem criticar, eu quero filhos que participem ativamente de suas vidas com suas próprias escolhas, mesmo que essas escolhas não sejam o que eu acho adequado e para que isso aconteça de forma segura devo orientá-los desde cedo e lhes dar um caminho, uma direção, só que cabe somente á eles o destino da sua vida.Educo para que sejam respeitosos, sem que sejam desrespeitados. Não seria justo educa-los para que dissessem amém para tudo o que os adultos falam, em geral adultos nem sempre sabem tudo e por diversas vezes são maus. Então, se te respeitarem você respeita e caso contrário dê as costas e nunca deixe alguém se desfazer de você e das tuas opiniões.Dessa forma cada vez que conversamos, eles tem o espaço e segurança para falarem o que pensam e para discutirmos as possibilidades para que suas escolhas e palavras sejam ouvidas, nem sempre atendidas, mas expressadas e compreendidas. Explico o porquê de não poderem fazer algo, ou agir de tal forma e assim eles seguem as regras de uma forma clara e com um propósito.Somos uma geração de obedientes ou obedecíamos ou apanhávamos e isso nos deixou doentes, enchendo consultórios de psicólogos e terapeutas e reproduzindo violência como se fosse algo aceitável, afinal apanhei e não morri. E por causa disso temos dificuldades em nos fazer respeitar, aceitamos estar em um relacionamento abusivo, aceitamos trabalhar em algo que não gostamos e aceitamos que nossas vidas sejam medíocres. Se tivéssemos aprendido a questionar, criticar e pensar nunca aceitaríamos ser tratados como alguém inferior, desenvolveríamos auto estima necessária para viver plenamente nossos sonhos, ajudar outras pessoas e transformar um mundo em um lugar melhor.Então, não crio filhos obedientes e sim seres pensantes com ideias, empatia, respeito, humanidade,porque daqui algum anos eles seguirão seu próprio caminho e espero que esse caminho seja extraordinário.
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quarta-feira, 29 de julho de 2020
Voem pequeninos, voem!
terça-feira, 3 de julho de 2018
Quando eu me recordar de vocês...
Quando eu me recordar de vocês...
Tenho certeza que daqui 10,15, 25 anos quando eu me recordar de vocês não será das noites em claro, birras e choros que me lembrarei.
Não, com certeza não será das pilhas de roupas que lavo todos os dias e nem dos 1001 brinquedos espalhados pela casa.
Quando eu me recordar de vocês, quando vocês já tiverem partido pra viver suas vidas nesse mundão de Deus sei bem do que realmente irei recordar...
Será da gargalhada gostosa do Adrian durante uma brincadeira, será do abraço gostoso que o Benjamim me dá quando fica com saudades, lembrarei com certeza da fala da Baby: - Mãe, vamos conversar? E virá a tona o brilho dos olhares quando fazemos coisas diferentes, da Bel recordarei das expressões, das mãos fofinhas me segurando.
Cada momento que passamos juntos é um privilégio!
Não lembrarei das manhãs frias que acordei cedo e aguentei "jaburices" e sim das apresentações da escola ensaiadas enquanto eu fazia o jantar e depois apresentadas com rostos tímidos entre os colegas, os mais lindos que me emocionam sempre.
Não lembrarei do meu cansaço preparando festinhas de aniversário mas sim do entusiasmo em celebrar a vida que vocês demonstram.
Lembrarei que participei de todas as conquistas, que instrui, acolhi, eduquei e amei profundamente acompanhar o desenvolvimento de vocês.
Lembrarei sim das nossas confidências, segredos e brincadeiras, dos momentos mãe e filho, mãe e filha, mãe e filhos, mãe e amiga e sei que não ficará nada em meu peito que não seja Amor!
Dedicado aos meus quatro pedacinhos de vida, Adrian, Bj, Baby e Bel.
sábado, 15 de agosto de 2015
Como conseguir comer com três filhos e um bebê?
Olá pessoal!
Assim que os filhos nascem a nossa alimentação que antes era calma e tranquila passa ser um desafio, porque parece que os bebês tem um dispositivo e assim que sentamos á mesa para comer eles choram, e ninguém tem a capacidade ir pegar para que você possa comer sua comida em paz, porém os olhares te fuzilam se você simplesmente deixa o bebê chorando enquanto faz algo que "nem é tão essencial" como comer.
É claro que se você é uma mãe de primeira viagem as chances de deixar o pequeno chorando para terminar de comer são mínimas, confesso que a Bel já chorou para que eu pudesse terminar a minha garfada, mas isso nem é o problema quando tem alguém junto, se você estiver sozinha em casa é que o bicho pega e não tem para onde correr o jeito é se adaptar para que não morrer de fome.
O problema maior nem é comer em si e sim o fato de ter que preparar o alimento, aqui em casa durante a primeira semana após todos os partos o maridon fez a comida fresca para que eu seguisse a dieta, depois disso durante os dias seguintes até completar a quarenta ele fazia a refeição no horário que estava em casa, isso ajudou no quesito alimentação boa para a uma boa amamentação, além de que nos primeiros dias o bebê dorme relativamente bem.
Quando acabou a dieta, eu me vi só tendo que programar a alimentação de 4 pessoas ( eu e os três pequenos) por mim comeríamos miojo e pão com linguiça o ano todo, risos.
Então eu fui montando um plano. Para cada filho a mais e cada fase diferente precisei me adaptar (continuo achando que resiliência é a chave do negócio) e montar uma rotina, ô palavrinha chata essa tal rotina, mas temos que usar quando nos tornamos mães, ainda mais quando temos mais de um filho.
Hoje em dia a coisa funciona, mais ou menos assim:
Faço café assim que acordo para arrumar os meninos que vão para a escola as 7h15 e retornam as 17h15, nesse momento consigo comer alguma coisinha, geralmente a Bel está dormindo o que me dá uns minutos para tomar um café quentinho.
Perto das 9 da manhã eu preciso preparar o café para a Baby, Bel se não acordou ainda logo acordará para mamar, mas aproveito e tomo mais um cafézinho com a Baby, assim guardo uma reserva caso o almoço não saia na hora, ou na hora do almoço Bel resolva não querer me largar (não é sempre, mas acontece).
Então lá pelas 11h eu começo preparar o almoço em uma quantidade que sobre para a janta, assim quando os meninos chegarem ficará apenas uma carne ou uma saladinha para fazer... Isso garante que eles não fiquem sem caso a Bel resolva que não quer ficar no carrinho, nem no conforto e nem com nenhum dos irmãos, é eu tenho algumas opções mas nem sempre funcionam.
Meio dia eu coloco o almoço, geralmente consigo comer ele quente pois entre uma panela e outra tento fazer a Bel dormir.
Durante a tarde eu como frutas e/ou biscoitos com a Baby, e lá pelas 16h30 eu penso no café da tarde, que será servido quando os meninos chegarem, nesse horário ou Bel está dormindo ou é a hora da tv.
A noite ela gosta de participar da hora da janta, mas nos dias que não dormiu bem a tarde faço ela dormir para assim preparar o que falta do jantar, dessa forma consigo comer bem sossegada.
Lembrando que a Bel já tem seis meses o que torna tudo um pouco mais simples, pensando bem nem tanto já que agora a coisa tá toda bagunçada por conta da introdução alimentar dela...
Mas realmente consigo comer com a rotina pré organizada?
Ela nem sempre funciona como deveria, o importante é não se cobrar, quando não conseguir comer a sua comida quentinha, coma uma banana, tome um iogurte, um club social, só não vale ficar com fome principalmente quando amamenta e é bom tentar não pirar.
Aprender comer com o bebê no colo ajuda para os piores dias, ou ainda comer balançando o carrinho com o pé não deixa de ser uma alternativa para os dias em que a rotina não funcionar como deveria, façamos como os frequentadores do AA, um dia de cada vez, e vençamos!!!!!
Até mais!
Assim que os filhos nascem a nossa alimentação que antes era calma e tranquila passa ser um desafio, porque parece que os bebês tem um dispositivo e assim que sentamos á mesa para comer eles choram, e ninguém tem a capacidade ir pegar para que você possa comer sua comida em paz, porém os olhares te fuzilam se você simplesmente deixa o bebê chorando enquanto faz algo que "nem é tão essencial" como comer.
É claro que se você é uma mãe de primeira viagem as chances de deixar o pequeno chorando para terminar de comer são mínimas, confesso que a Bel já chorou para que eu pudesse terminar a minha garfada, mas isso nem é o problema quando tem alguém junto, se você estiver sozinha em casa é que o bicho pega e não tem para onde correr o jeito é se adaptar para que não morrer de fome.
O problema maior nem é comer em si e sim o fato de ter que preparar o alimento, aqui em casa durante a primeira semana após todos os partos o maridon fez a comida fresca para que eu seguisse a dieta, depois disso durante os dias seguintes até completar a quarenta ele fazia a refeição no horário que estava em casa, isso ajudou no quesito alimentação boa para a uma boa amamentação, além de que nos primeiros dias o bebê dorme relativamente bem.
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| Foto retirada do face. |
Quando acabou a dieta, eu me vi só tendo que programar a alimentação de 4 pessoas ( eu e os três pequenos) por mim comeríamos miojo e pão com linguiça o ano todo, risos.
Então eu fui montando um plano. Para cada filho a mais e cada fase diferente precisei me adaptar (continuo achando que resiliência é a chave do negócio) e montar uma rotina, ô palavrinha chata essa tal rotina, mas temos que usar quando nos tornamos mães, ainda mais quando temos mais de um filho.
Hoje em dia a coisa funciona, mais ou menos assim:
Faço café assim que acordo para arrumar os meninos que vão para a escola as 7h15 e retornam as 17h15, nesse momento consigo comer alguma coisinha, geralmente a Bel está dormindo o que me dá uns minutos para tomar um café quentinho.
Perto das 9 da manhã eu preciso preparar o café para a Baby, Bel se não acordou ainda logo acordará para mamar, mas aproveito e tomo mais um cafézinho com a Baby, assim guardo uma reserva caso o almoço não saia na hora, ou na hora do almoço Bel resolva não querer me largar (não é sempre, mas acontece).
Então lá pelas 11h eu começo preparar o almoço em uma quantidade que sobre para a janta, assim quando os meninos chegarem ficará apenas uma carne ou uma saladinha para fazer... Isso garante que eles não fiquem sem caso a Bel resolva que não quer ficar no carrinho, nem no conforto e nem com nenhum dos irmãos, é eu tenho algumas opções mas nem sempre funcionam.
Meio dia eu coloco o almoço, geralmente consigo comer ele quente pois entre uma panela e outra tento fazer a Bel dormir.
Durante a tarde eu como frutas e/ou biscoitos com a Baby, e lá pelas 16h30 eu penso no café da tarde, que será servido quando os meninos chegarem, nesse horário ou Bel está dormindo ou é a hora da tv.
A noite ela gosta de participar da hora da janta, mas nos dias que não dormiu bem a tarde faço ela dormir para assim preparar o que falta do jantar, dessa forma consigo comer bem sossegada.
Lembrando que a Bel já tem seis meses o que torna tudo um pouco mais simples, pensando bem nem tanto já que agora a coisa tá toda bagunçada por conta da introdução alimentar dela...
Mas realmente consigo comer com a rotina pré organizada?
Ela nem sempre funciona como deveria, o importante é não se cobrar, quando não conseguir comer a sua comida quentinha, coma uma banana, tome um iogurte, um club social, só não vale ficar com fome principalmente quando amamenta e é bom tentar não pirar.
Aprender comer com o bebê no colo ajuda para os piores dias, ou ainda comer balançando o carrinho com o pé não deixa de ser uma alternativa para os dias em que a rotina não funcionar como deveria, façamos como os frequentadores do AA, um dia de cada vez, e vençamos!!!!!
Até mais!
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