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terça-feira, 3 de julho de 2018

Quando eu me recordar de vocês...

Quando eu me recordar de vocês...

Tenho certeza que daqui 10,15, 25 anos quando eu me recordar de vocês não será das noites em claro, birras e choros que me lembrarei.
Não, com certeza não será das pilhas de roupas que  lavo todos os dias e nem dos 1001 brinquedos espalhados pela casa.
Quando eu me recordar de vocês, quando vocês já tiverem partido pra viver suas vidas nesse mundão de Deus sei bem do que realmente irei recordar...
Será da gargalhada gostosa do Adrian durante uma brincadeira, será do abraço gostoso que o Benjamim me dá quando fica com saudades, lembrarei com certeza da fala da Baby: - Mãe, vamos conversar? E virá a tona o brilho dos olhares quando fazemos coisas diferentes, da Bel recordarei das expressões, das mãos fofinhas me segurando.
Cada momento que passamos juntos é um privilégio!
Não lembrarei das manhãs frias que acordei cedo e aguentei "jaburices" e sim das apresentações da escola ensaiadas enquanto eu fazia o jantar e depois apresentadas com rostos tímidos entre os colegas, os mais lindos que me emocionam sempre.
Não lembrarei do meu cansaço preparando festinhas de aniversário mas sim do entusiasmo em celebrar a vida que vocês demonstram.
Lembrarei que participei de todas as conquistas, que instrui, acolhi, eduquei e amei profundamente acompanhar o desenvolvimento de vocês.
Lembrarei sim das nossas confidências, segredos e brincadeiras, dos momentos mãe e filho, mãe e filha, mãe e filhos, mãe e amiga e sei que não ficará nada em meu peito que não seja Amor!
Dedicado aos meus quatro pedacinhos de vida, Adrian, Bj, Baby e Bel.

Como funciona o cérebro de uma criança e como lidar com as "birras"

Esclarecedor, algo que eu tento sempre dizer, é preciso ter empatia pelos nossos filhos.
Terrible Twos - texto grande porém esclarecedor - vale leitura!
Autora Stheffany Nering.
O "chilique" acontece por quê?
Não dá pra vir com essa de "é a toa" ou "é sem motivo" porque a única chance de isso ser verdade é se seu filho for sociopata. É uma suspeita que alguma mãe tem, por acaso? Alguém acha que tá criando um pequeno psicopata em casa? Nem tem como fechar esse diagnóstico tão cedo, mas é o único tipo de caso em que a criança faria coisas assim premeditadamente sem motivo nenhum.

Em geral, a resposta sincera é "eu não sei" e a gente normalmente não sabe porque não estava prestando atenção nos vários sinais que a criança deu antes de explodir. Não porque a gente é ruim ou má mãe, mas porque é ocidental, brasileira, vive em 2014 e nossa cultura é de ignorar crianças pequenas e impor que elas existam de acordo com a nossa conveniência.

É como quando vem aqui uma mãe de bebê recém nascido, fala que o bebê chora muito, a gente diz pra pegar no colo, pra colocar o bebê no sling. Aí a mãe responde "mas eu fico com ele no colo o dia todo". Não, não fica! Não fica porque essa mãe não é uma aborígene do interior da Naníbia, não cresceu na Mongólia, não é índia da reserva do Xingú! Ela é ocidental, brasileira, vive neste século e não 1000 anos atrás. E as brasileiras não pegam o bebê por muito tempo no colo, pegam mais que as alemãs com certeza, mas não pegam muito tempo porque "tem coisa importante pra fazer". Fez sentido o exemplo?
Culturalmente a gente não presta atenção na criança. A gente cala o choro do recém nascido com chupeta e remédio. Ignora as tentativas de comunicação deles. Finge que não viu. Exige deles mais flexibilidade do que a gente mesmo é capaz. E passa por cima das necessidades deles "só dessa vez" que na verdade acaba sendo todo dia. Eles chamam e a gente diz "só um pouquinho" e esquece de ir. A gente senta pra brincar com eles, mas não tá ali de verdade. Porque tem milhões de coisas para fazer. E quando finalmente senta pra brincar se liga que nem tem tanta conexão com o filho assim, começa a mostrar como "tem que brincar" e ainda fica indignada quando a criança perde o interesse.

E aí, quando o negócio explode a gente não sabe da onde veio! E aí qual a explicação dada culturalmente? Que ele tá tentando te manipular, mandar em você, que não tem limites, que acha que pode fazer o que quiser.

Bem-vinda à contradição da maternidade ocidental!
Porque o "chilique" é o quê, na verdade? É uma desorganização neurológica temporária.
Vamos falar de cérebro!

Existem 3 partes de cérebro (ou pelo menos em termos de comportamento é assim que importa a divisão): o cérebro reptiliano, o sistema límbico e o neocortex.

Um bebê nasce com o reptiliano completamente desenvolvido. Ele é responsável pelos comportamentos involuntários que nos fazem sobreviver. É responsável por garantir que sobrevivamos. É ele que dispara o choro do recém nascido quando deixamos ele no berço, porque bebê ficar sozinho foi risco imediato à sobrevivência por muito tempo na história da humanidade. O instinto de sobrevivência atua aqui! Lutar ou correr, ou então paralisar numa situação difícil. Tudo regido por essa parte do cérebro. E aqui não há nenhum tipo de pensamento racional! Quando você, adulto, perde a cabeça é pra cá que você vem! E aqui não é possível analisar consequências, repensar escolhas, aqui não há raciocínio, só há ação. Um adendo, essa parte é quem vai reger o trabalho de parto, ato puramente fisiológico. Interessante, né?

O sistema límbico concentra emoções. Em geral se desenvolve quase totalmente até os 5 anos, com pico de desenvolvimento onde, onde, onde? No Terrible Two!!! E tem um outro pico na adolescência (qualquer semelhança, aliás, não é mera coincidência). Aqui vem uma enxurrada de emoções e sentimentos em reação ao que acontece, às experiências vividas. E, claro, da mesma forma como pra andar o bebê cai muitas vezes, aqui ele "erra a medida" muitas vezes. Ele tem muito pouca experiência de vida pra conseguir medir do jeito certo como reagir e muito pouco controle sobre essas emoções todas ainda, então a coisa sempre parece exagerada aos nossos olhos. Parece exagerada pra gente, cujo sistema límbico tá bem treinadinho já! As conexões aqui ainda estão sendo feitas e elas são reforçadas a partir das experiências diárias. Como isso acontece depende de como eles serão ensinados a lidar com essas emoções. Da mesma forma como pra aprender a andar é necessário prática. E, claro, uma criança com 1/2/3 anos de idade não tem quase nenhum controle sobre as próprias emoções, é uma enxurrada que toma ela de repente, o controle vem com o passar dos anos. E é por isso que crianças de 7 anos não fazem isso! Ou pelo menos, não do mesmo jeito que uma criança de 2 anos. Qual foi a última criança de 7 anos que você viu esperneando no chão do supermercado?

Neocortex, a maravilha que nos distingue plenamente de todas as outras espécies. O lugar onde ocorre o pensamento racional! Embora comece a se desenvolver no nascimento, a coisa aqui só anda mesmo depois dos 5 anos de idade e termina lá pelos 20. Ação e reação, capacidade de premeditação, linguagem, capacidade de se entender como alguém no mundo, de se colocar no lugar do outro, de calcular as consequências de um problema, capacidade de perceber porque algo aconteceu e mais um monte de outros raciocínios complexos e abstratos são produzidos através de ligações neurológicas no neocortex! Isso quer dizer que crianças pequenas não conseguem compreender a razão da maioria dos limites e mesmo quando conseguem, elas ainda não tem autocontrole desenvolvido pra seguir o limite. Isso depende basicamente de prática e tempo pro cérebro se desenvolver.

Sabe o que acontece no "chilique"? A irrigação de sangue é drasticamente reduzida do neocortex pro sistema límbico. Ele toma conta do organismo da pessoa, sem irrigação e oxigenação apropriada no neocortex, ele NÃO FUNCIONA direito (no caso de uma criança pequena ele já é subdesenvolvido). Com certeza todo mundo aqui já experimentou uma situação em que a gente "perde a cabeça", esse perder a cabeça é literalmente perder o acesso ao neocortex, fazendo com que você não consiga raciocinar. É isso que acontece quando a gente se irrita, fica impaciente, quando se desespera, quando sente raiva. Não consegue raciocinar direito, porque falta sangue no neocortex!

Técnicas como respirar fundo, contar até 10, dar uma volta antes de explodir são todas formas de trazer a oxigenação pro neocortex de novo. Baixar o cortisol e subir os níveis de ocitocina. Crianças pequenas, que mamam, automaticamente pedem pra mamar quando começam a sentir o sistema límbico desregulando, porque mamar joga muita ocitocina no organismo, não podendo mamar (e a maioria absoluta de crianças de 2 anos na nossa sociedade não mama mais) elas se jogam nos braços da mãe ou do cuidador de confiança (toque físico libera ocitocina também). Por isso a criança cai, sente dor, sente medo e corre pros pais. Isso se chama inteligência emocional e não dependência emocional.
Uma das técnicas mais rápidas de trazer o sangue de volta pro neocortex é literalmente massagear a testa!

Dependendo de como reagem ao desequilíbrio emocional da criança, ela vai estabelecendo ligações e reforçando padrões neurológicos que se tornam referencial de conduta. Isso tudo é feito nos primeiros anos de vida. E é aqui que as atitudes práticas entram e que a nossa cultura, especificamente, fez uma salada.

Se, quando o desequilíbrio acontece, a reação dos adultos cuidadores é de ensinar essa criança trazendo o sangue de volta pro neocortex, ela vai conseguindo raciocinar em cima dessas emoções, categoriza-las adequadamente e por fim controla-las. Isso tudo com prática e tempo (porque não dá pra apressar o desenvolvimento do cérebro). Oportunidades pra esse aprendizado é que não faltam na vida de crianças de menos de 5 anos.

Se, porém, a reação é desconforto com o estado emocional da criança, ou de repressão a esse estado (lembrando novamente) absolutamente normal do desenvolvimento infantil, se a reação dos cuidadores faz com que a criança se sinta ameaçada, aí temos um problema. Porque se a criança se sente ameaçada o sangue é reduzido do límbico pro cérebro reptiliano, onde ela em alerta e modo de sobrevivência.

E é isso que nós culturalmente fazemos. Ignoramos o motivo pelo qual a criança tá desregulada e reagimos como se ela tivesse pleno controle sobre o sistema límbico e pior agimos como se estivesse fingindo.

Na prática: a gente ignora ou bate, briga, grita com a criança porque ela está emocionalmente desregulada, numa demonstração patética de um "chilique" adulto. Como se isso pudesse fazer ela parar de sentir o que está sentindo, em nenhum momento ajudamos a criança a se acalmar, trazer a oxigenação de volta pro neocortex pra ajudar ela a raciocinar com o pouco cérebro desenvolvido que tem. Pelo contrário, nessa hora negamos peito, abraço, voz calma, tudo o que poderia ajudar.

Como nós mesmos fomos reprimidos assim, as emoções cruas das crianças nos incomodam e reagimos de acordo com o mesmo padrão reforçado na nossa infância.

Nossos métodos de resolver são violentos e levam a criança diretamente pro cérebro reptiliano. A questão é que nesse lugar do cérebro, além de não conseguir raciocinar, você é capaz de fazer coisas que normalmente não seria. Não só agir como nunca agiria se estivesse calmo, mas literalmente ganha habilidades que só aparecem aqui. Como por exemplo correr quilometros e quilometros fugindo de um cativeiro onde um assassino queria te matar, mesmo sendo uma pessoa sedentária. Ou se jogar em cima de um cão feroz atacando seu filho e conseguir matar o cão, além de resgatar o filho. Ou ser capaz de abafar todas as suas emoções e "obedecer" mesmo sem autocontrole desenvolvido pra isso ainda.
Deu pra entender o problema?

Nós normalmente negligenciamos as necessidades das crianças pequenas e exigimos delas uma flexibilidade fora do comum, tudo pela nossa conveniência. Aí a criança vai se descontrolando, nós ignoramos os sinais. Quando ela surta, não sabemos da onde vem aquilo, entramos num estado automático de repressão de sentimentos efetuando o padrão estabelecido no nosso cérebro quando pequenos. Fazemos isso interpretando a desregulagem emocional da criança como falsa e sem motivo. Aplicamos métodos violentos que jogam a criança no cérebro reptiliano dela e aí ela consegue "ficar quieta na igreja", "não bater no coleguinha", "parar de chorar e te seguir no mercado". E aí interpretamos isso como um reforço da crença de que a criança realmente estava fingindo e tentando nos manipular. E vira um círculo vicioso.

Só se muda a forma de reagir a essa fase normal das crianças com informação correta sobre desenvolvimento infantil. Com as informações erradas, a gente interpreta errado.
Com a prática, a criança vai conseguindo "se controlar e obedecer" cada vez mais rápido, da mesma forma que um bebê pequeno dorme cada vez mais rápido ao ser deixado pra chorar, o cérebro reptiliano faz de tudo pela sobrevivência. Consegue feitos realmente incríveis!

Deu pra entender porque é que funciona? Ignorar funciona! Gritar funciona! Bater na mãozinha funciona! Funciona a curtíssimo prazo e com a prática o resultado é cada vez mais imediato. O que segue reforçando a crença da criança manipuladora.

E temos várias consequências aí.
* A 1ª é no vínculo mãe-filho, ou cuidador-criança, que vai se enfraquecendo. A mãe acreditando cada vez menos na autenticidade do filho e o filho com cada vez mais medo da pessoa de quem ele depende e ama.
*A 2ª é que vai sendo reforçado no cérebro um padrão de que quando determinadas emoções aparecem, corre-se pro cérebro reptiliano ao invés de ir pro neocortex. A regulagem e adequação de emoções fica falha. Claro que com o passar dos anos vamos ganhando mais experiência e a situações que disparam nosso sistema límbico de forma tão aguda diminuem, mas elas ainda acontecem na vida adulta. E todos nós conhecemos adultos "cabeça quente" que "não pensam antes de falar/agir". Não tem como pensar mesmo se seu cérebro sempre vai pro lugar errado. E aí a gente é capaz de cometer atrocidades mesmo. É a mãe que espanca o filho até a morte, é o marido que bate na esposa, é o cara que sai beber e gasta o dinheiro da família porque estava triste, é o juiz que usa de todos os seus poderes para acabar com uma fiscal que ousou aplicar a lei nele. É a multidão em histeria coletiva linchando alguém, é o estupro coletivo, é o tacar fogo no índio, o amarrar o negro no poste. Uma desregulagem emocional de alguém cujo padrão é sempre correr pro cérebro primitivo, é se sentir ameaçado por coisas aparentemente insignificantes e desencadear uma reação inimaginável em resposta.
*A 3ª é que só funciona pra "educar" a criança a curto prazo, a médio e longo esse tipo de abordagem aumenta a quantidade de "mal comportamento" e de eventos críticos no sistema límbico e faz com que a criança minta e se esquive, pra evitar a punição, até porque ela não confia mais nesse adulto e até agora ninguém ensinou o que efetivamente deveria ser feito, isso ela tem que descobrir sozinha. O aumento de episódios costuma ser interpretado como falta de "pulso firme" e uma crença de que "imagina se eu não colocasse de castigo?" confirmando a natureza selvagem das crianças e reafirmando as posturas punitivas.

É preciso outro modelo pra ver outros tipos de resultados.
Entender essa desregulagem emocional como um evento normal da vida de uma criança pequena, não se sentir ameaçado pela crueza dos sentimentos dela e acolhe-la e ajuda-la a lidar com aqueles sentimentos todos é uma abordagem que dá muito mais trabalho. Mas, é muito mais efetiva!
Não vai evitar que aconteça, isso é impossível. Mas, vai fortalecer o vínculo cuidador-criança, vai ensinar e dar ferramentas pra lidar com essas emoções de forma apropriada, vai estabelecer um padrão de voltar pro neocortex ao invés de se refugiar no reptiliano (padrão que ela vai levar pra vida adulta) e é muito mais efetivo em termos de diminuir o número e o tempo dos surtos no sistema límbico.
Claro, pode parecer que você não está fazendo nada quando compara com o filho da vizinha que passa o tempo todo no supermercado sem dar um pio dentro do carrinho.
Mas, aí você tem que pensar em qual seu objetivo na vida do seu filho, né? Que tipo de abuso a criança sofreu pra aprender isso? É um preço que você está disposta a pagar? Só pra ter a aprovação de outras pessoas sobre você como mãe disciplinadora?
Importa mais o quê? A relação com seu filho ou a aprovação dos outros? Quem é que vai entregar um adulto responsável pro mundo depois? Quem é que vai saber não ser dominado pelos próprios sentimentos? Situações que nos tiram do eixo, que jogam nosso emocional numa montanha-russa sempre vão ocorrer, quem vai saber lidar com elas e colocar tudo de volta sob controle sem causar danos ao redor?

Então, volta lá: Faz o que na hora do "chilique"?
Depende do motivo, ué!

O fato é que nessa idade aí a gente presta menos atenção nas necessidades básicas deles. Então, fome, sono, sede, cansaço e dor são coisas que deixam a criança (e qualquer adulto, diga-se de passagem) predisposto a surtar. Prevenção aqui vale ouro!

E depois disso tem fatores emocionais: medo, ansiedade, etc. Que precisam ser tratadas especificamente.

Tem culturas em que essa desregulagem emocional é menos aguda nas crianças. Em parte porque os adultos se desenvolveram com o padrão correto, indo pro neocortex, então eles não se sentem ameaçados pelos sentimentos da crianças. Eles sabem que é normal e passageiro, vão ensinando com calma e pelo exemplo. O completo oposto da nossa sociedade, em que exigimos das crianças um padrão de perfeição e autocontrole emocional que nem nós mesmos conseguimos atingir. E em parte porque poucas sociedade exigem tanto dos seus participantes, poucas culturas negligenciam necessidades básicas como a cultura ocidental. Comemos mal, quase todo mundo costuma estar em algum nível de desidratação, dormimos pouco, convivemos quase sempre com a dor em algum lugar, vivemos ansiosos, com medo, correndo. Isso nos deixa sempre no limite. Como resposta nossas crianças realmente reagem mais frequentemente a esse descompasso. Dá pra tentar mudar alguma coisa, mas continuamos ocidentais...por mais que gostemos de nos chamar de índias!
Sei que falei, falei, falei e de prático não disse nada!

Não dei uma dica de como agir. Mas, não dá pra dar dicas se continuarmos nos guiando pelo padrão anterior. Não funciona!
Primeiro informação sobre desenvolvimento infantil, pra entendermos o que tá acontecendo e porquê, depois pensamos em como intervir.

Ps.: Aliás, depois de tudo isso já deu de chamar a crise emocional da criança de "xilique", né? Não é chilique, não é manha, não é drama, não é show, não é birra, não é escândalo, não é piti. É uma crise emocional no sistema límbico, um desequilíbrio neurológico passageiro, uma necessidade de ajuda pra lidar com alguma situação, é um curto circuito no cérebro. Não é voluntário! Não é premeditado! E não é fingido!

Eu sei que muitas de nós usamos essa palavra "na falta de outra", mas pensem comigo: se uma mãe vem aqui e diz que o bebê de 5 dias tá fazendo manha, a gente imediatamente rebate dizendo que "não é manha, que é comunicação, que o bebê está precisando de algo, normalmente peito". Por que é que com a criança de 2 anos a gente aceita a palavra "manha"? Porque no fundo a gente não acredita que a criança esteja com problema nenhum. E se a gente não acredita que há um problema, a gente não acredita que ela precisa de ajuda. Se a gente não acredita que ela precisa de ajuda, a gente não ajuda! 
E a gente deixa a criança sozinha tentando descobrir como faz pra sair daquele labirinto emocional e ainda pune por ela ter um problema.

Então, daqui pra frente, vamos combinar de não usar mais essas palavras tão pejorativas? Vamos usar "não está conseguindo lidar com seus sentimentos", ou "está desregulada", ou precisa de "ajuda pra se acalmar", ou "está com dificuldade", até "perdeu a cabeça" é melhor do que qualquer das palavras tradicionais. Qualquer coisa que traga à tona a situação real, que é isso não ser o normal, que a criança está precisando de ajuda, que isso vai passar.
As palavras importam.

domingo, 7 de agosto de 2016

Sobre ser mãe de 4 filhos

Sobre ter quatro filhos...Listo aqui um pouco da minha vida, dá pra ficar cansada só de olhar?

1-Cada refeição é uma linha de montagem, como esteiras em fábricas.

 

2-Cada vez que sento cortar unhas levo no mínimo meia hora, pois são geralmente umas de 80.

3-Após o banho a máquina de lavar já está cheia.

4-Quando alguém está dormindo a frase mais falada é : - Shhhhhhhh

5-Quando saímos de casa é feita contagem quando entram e quando saem do carro.

6-Quando chegamos em alguma festinha vou falando pra um cuidar do outro quando não estiverem no meu campo de visão.(Quase impossível vigiar quatro ao mesmo tempo).

7- Quando sentamos pra ver um filme parece sala de cinema, brigamos pelos melhores lugares.

8- Sempre tem alguém pra fazer companhia em qualquer situação.

9-Me vejo no dilema de ser impossível agradar a todos, literalmente, nas coisas mais simples do dia a dia volta e meia um deles fica chateado.

10-Quando todos dormem no mesmo horário a sensação é alívio.


Bem essa é a postagem da semana do Blog, espero voltar ao menos uma vez na semana com postagens para vocês. 

sábado, 16 de julho de 2016

10 coisas que só uma mãe entende

Não acredito que exista uma mãe que seja perfeita para a sociedade, mas acredito que toda mãe é perfeita para seus filhos e dá o seu melhor."


Das coisas que as mães comuns já fizeram ou deixaram de fazer...


1-Dar peito ou mamadeira para o bebê que está chorando ao invés da comida;
2-Deixar o bebê em frente a TV para poder comer alguma coisa, tomar um banho ou ainda ir ao banheiro;
3-Dar banana por preguiça de descascar outra fruta;
4-Levar o bebê para cama em uma noite gelada, ou em que esteja muito cansada;
5-Deixar a criança dormir sem banho, por medo de mexer e ela simplesmente perder o sono;
6-Falar "aham" para tudo o que seu filho disser na fase do porquê;
7-Fazer chantagem para seu filho comer ao menos 10 colheradas de comida saudável que deu um trabalhão para você fazer;
8-Perder a paciência e por de castigo;
9-Dar bobeira de janta, porque está com preguiça de encarar o fogão na sexta;
10- Comprar a bobagem que ela quer para evitar escândalo.

Fiz esse post para que as mães não se sintam culpadas, é normal ficar cansada, exausta, ter preguiça, perder a paciência... Você não está só, a maternidade real é bem diferente do que as postadas nas redes socias.
Beijoooooo

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mãe de Baby e Mãe de Bel

Parece a mesma mas não é!!!!
Assim como a mãe dos meninos é diferente a mãe das meninas também é!

Cada filho é diferente e isso requer que sejamos diferentes em alguns pontos também, ao longo desses 10 anos de maternidade consigo enxergar as minhas mudanças como mãe e como pessoa, aprendemos e mudamos isso é fato, porém a distância entre as meninas é a maior entre um bebê e outro nessa casa, por isso a pessoa que foi mãe da Baby é uma pessoa muito diferente da que é mãe da Bel.

Quando Baby nasceu, eu tive o meu primeiro "bebezinho", ela era a miudeza em pessoa, a gestação dela foi bem tranquila, ela se mexia bastante e eu tinha certeza que estava bem, não tinha pressa para que nascesse, tanto que foi a que ficou mais tempo em meu ventre. Além disso demorei para confirmar que era uma menina, simplesmente porque ela não quis mostrar.

E eu tive a minha primeira menina, nascida após dois meninos, tudo novidade, tudo cor de rosa (literalmente), Baby não era fã de mamar, mas foi amamentada até os 11 meses, acordava de quatro e quatro horas mamava e retornava dormir, com quatro meses dormia no quarto dela.
Foi o bebê que mais demorou para sentar, engatinhar e andar aqui de casa, isso porque gosta de economizar energia mesmo, até hoje é pacata e delicada.
Como mãe dela eu me sentia realizada e tranquila, ela quase nunca adoeceu, embora teve o zóster que me assustou muito, sempre teve boa saúde e foi fácil de lidar.

A mãe da Baby era uma mulher segura em todos os aspectos, experiente na maternidade e ainda experimentando o que a vida tem de melhor, comecei esse blog sendo a mãe da Baby, retornei aos estudos, que mulher incrível era a mãe da Baby.

Quando descobri que estava grávida da Bel meu chão sumiu, a mãe da Baby, aquela mulher forte, decidida que fazia e acontecia caiu por terra quase que no mesmo momento que leu o positivo.
Gestação mais complicada, alguns porquês sem resposta e assim nasceu Bel e a mãe dela.
A mãe da Bel ainda é meio perdida, ainda não se encontrou, ainda ter medo de não dar conta, de não ser o suficiente.
Durante a gestação o medo era constante, assim como a ansiedade de saber se ela estava bem, se nasceria bem, Bel se mexia bastante também, isso por instantes me tranquilizava...
Foi o maior dos bebês dessa casa, nasceu enorme e vistosa, esperta, mama muito, dorme bem. Seu desenvolvimento é rápido e grande assim como ela, decidida e expressiva.

A mãe da Bel é temerosa, resiliente e paciente, mas totalmente sem foco e cansada. Uma pessoa totalmente diferente do que fui e do que quero ser, alguém que vive um dia de cada vez, com medo de planejar, de caminhar.
 Embora isso não tire o brilho do que é ser "mãe de Bel", porque ser mãe de Bel é emocionar-se todo dia, ter um momento mágico sempre, tem o sorriso, o amor que inunda e isso , ahhh isso não é muito diferente do que ser "mãe de Baby".

Me alegram o dia e aquecem o coração!




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Especial Gestante - Quando chega o positivo

Eu nunca aguardei um positivo, não ficava na neura para engravidar, nenhum dos quatro filhos foi realmente programado.
São amados e queridos mas a programação que muitas mulheres fazem mudando seus hábitos para engravidar eu nunca fiz.
Mas mesmo programando, ainda surgem algumas dúvidas e medos após o positivo. Eu descobri cada gestação de um jeito, o Adrian foi ouvindo o coração, (já estava com quase 20 semanas), Bj descobri com um exame de sangue, Baby foi durante uma ecografia e Bel com teste de farmácia.
 E então o que fazer e como nosso corpo fica?

O primeiro passo é consultar um ginecologista obstétrico, ele irá pedir exames em todas as fases da gestação e irá acompanhar o desenvolvimento da gestação, ele deverá ser alguém em quem confie, pois isso será fundamental para a sua tranquilidade durante a gravidez.

Após os resultados dos exames ele poderá ou não inserir algumas vitaminas para seu consumo, geralmente até o final do terceiro mês eles prescrevem ácido fólico, ideal para formação dos ossos, e depois do sexto mês o sulfato ferroso pode entrar em cena para que suas reservas sejam preenchidas.

Confesso que só tomei agora na gestação da Bel, antes nunca foi receitado nada, então fiquem tranquilas caso não solicitem isso para você.

O início da gestação é um momento de cuidado, seu corpo está recebendo uma nova condição, podem  enjoos frequentes, principalmente pela manhã, eu tomava água com limão, consumia frutas geladas, sopas de legumes mornas e procurava não encher demais o estômago e nem deixá-lo vazio, na gestação da Bel tive que tomar um remédio contra enjoo, pois estava desidratando, converse com o médico caso sinta-se muito fraca.


Alguns outros sinais que o corpo dá:
Bexiga: o aumento de vontade de urinar é normal principalmente no primeiro trimestre e no final da gestação;
Cabelos: durante a gravidez podem ficar mais grossos e brilhantes, após o nascimento por conta dos hormônios podem cair, depois de um certo tempo eles voltam ao normal;
Coração: geralmente aumenta uns 15 batimentos por causa do esforço do corpo;
Pés: inchaço nos  pés e pernas são comuns principalmente nos últimos meses, deitar com as pernas elevadas ajuda muito;
Seios: aumentam de tamanho e de sensibilidade, não é necessário passar nada.

O que não devemos fazer?
*Pintar os cabelos ou fazer progressiva;
*Fumar, isso aumenta o risco de aborto e de má formação;
*Usar qualquer medicamento sem prescrição;
*Tomar sol sem protetor solar.

Esse momento será único, mesmo que nem sempre seja fácil, a boa notícia é que assim que seu bebê nascer não lembrará com tanta intensidade.
Procure conversar com quem te faz bem e evitar pessoas negativas nessa fase, ficamos muito sensíveis e sugestionáveis.

E parabéns!!!

Semana que vem irei colocar sobre as atividades que podem te acompanhar durante a gravidez.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Introdução Alimentar aos 6 meses

É minha primeira vez...
Embora Bel seja minha quarta filha é a primeira vez que começo a introdução aos seis meses, há quase 10 anos eu comecei a introdução do Adrian com três meses e meio, eu precisava voltar ao trabalho e ele tinha na minha opinião que saber comer sem mim, fiz uma introdução de acordo com orientações da pediatra, e assim foi com todos.
Aos três meses e meio ele começou com suco de uma laranja lima, banana maça ou prata, meia maça argentina ou um quarto de mamão papaya. Além de papinha e mingau de maisena, mas era apenas nos momentos em que estava com o pai e a vó, quando eu estava em casa ele mamava leite materno em livre demanda, apenas aos seis meses começamos com as papas salgadas devido ao desempenho renal não deve-se oferecer nada com sal antes dessa idade.

A introdução pode ser estressante em muitos aspectos para a mãe e para o bebê. Primeiro porque o bebê não sabe comer, sabe apenas mamar e o mecanismo é diferente, segundo porque nem sempre a mãe sente-se segura em como e o que oferecer para o bebê.


Eu percebi que quanto mais tarde a introdução mais efeitos ela tem, a dificuldade foi e está sendo maior, ela ficou irritada até "aprender" comer, percebeu que quando se alimentava mamava menos e isso fez da hora da alimentação uma encrenca.


Sempre fiz a introdução com papas processadas e dando talos de verduras, pedaços de cenoura, de maça para que eles pegassem e chupassem. Quando ela começou a comer fui introduzindo pedacinhos, a papa processada misturada com pedaços, agora após um mês ela já come as coisas amassadas.


Dicas importantes:

*reconheça os sinais e estabeleça os melhores horários, se o bebê estiver com sono por exemplo, vai preferir mamar;
*dê o mesmo alimento por três dias seguidos e observe, variações de humor, funções do corpo aparecerão e é importante você saber o que acontece quando consomem determinados alimentos;
* paciência até os 8 meses a quantidade de 3 á 5 colheres de sopa é uma quantidade aceitável para duas refeições.
* faça aos poucos e procure que seja um momento interativo e tranquilo a hora da alimentação;
*procure levar o bebê junto enquanto prepara o alimento, conversando e explicando a importância de comer, eles entendem tudo.
* não force, não há necessidade de forçar a alimentação em um bebê de seis meses que ainda mama, eles precisam de tempo para assimilar que o esquema tá mudando;
*ele ver você e demais pessoas comendo é de grande ajuda, exemplo sempre é uma forma ótima de ensinar.

Aqui comecei com o lanche da manhã e o lanche da tarde, e mama em livre demanda.

Depois acrescentei almoço e por último janta, estava sendo um martírio, ela ficava irritada toda vez que ia comer, por isso agora dou apenas almoço e uma fruta no final da tarde, tem dias que dou uma fruta pela manhã depende da hora que ela acorda. Bel ainda mama muito leite materno e vamos devagar, uma hora ela irá comer, com fé que vai, risos.

Bem segue o prato que ela deverá comer até os oito meses, achei bacana porque tem os alimentos que podemos substituir,

Verduras: Acelga, agrião,aipo,alface,almeirão,brócolis,chicória,espinafre,couve, couve-flor,mostarda, repolho, rúcula.
Legumes: cenoura,beterraba,abobrinha,abóbora,pepino.

Sugestões de papinha salgada:

batata+couve+carne moída
arroz+lentilha+cenoura+carne bovina
polenta mole+folhas verdes+feijão
macarrão+abobrinha+ovo
polenta mole+repolho+frango desfiado
mandioca+cenoura+carne moída
arroz+espinafre+feijão+fígado bovino
arroz+cenoura+feijão amassado

Todos os alimentos devem ser frescos e cozidos com sal e óleo moderado e bem temperadas.

Ao invés de suco eu ofereço água filtrada, acho água essencial para a manutenção do corpo, Bel toma apenas em copo, vai de acordo com cada criança, geralmente ela bebe uns 50 ml por dia.
Feijão, eu dei primeiramente só o caldo, depois processei os grãos e agora já estou somente amassando, cada dia é um dia, não se cobre se o bebê não comer todo dia muito bem, isso é gradativo e relativo.
Com persistência e dedicação eles aprendem comer de tudo, a fase de escolhas é um pouco mais para frente, e só podemos dizer que realmente nosso filhos não come algo após 10 tentativas no mínimo.

Espero ter ajudado e estamos aqui firme na luta por uma boa alimentação.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Artesã? Sim, senhor!

E de repente minha vida ficou de ponta cabeça, meus planos mudaram e minhas prioridades mais ainda, eu me vi sem chão por um instante, mas sou teimosa e sonhadora,
Minha Bel chegou há quase nove nesse mundo e somando o tempo em que éramos a mesma pessoa já passa de um ano e meio...
Eu há três anos decidi investir na minha carreira de professora, sim com quase trinta anos e três filhos voltei para a faculdade, consegui emprego e estava bem feliz da vida com minha vida programada.
Fiquei grávida e ainda não conclui a faculdade, por escolha resolvi que iria fazer algo em casa, ao longos dos meus anos de maternidade já fiz muitas coisas, porém nada muito planejado e eu criava desculpas para não seguir em frente, dentre as coisas que fiz, a que de longe me rendeu mais foi salgado para fora, (logo gravarei um vídeo ensinando, muito útil para a aniversário) porém obtive sucesso também com sabonetes e bijuterias.
Eu tento equilibrar a maternidade com a vida profissional e confesso que é muito difícil, não impossível mas exige uma incrível força de vontade. Admiro muito as mães que escolhem trabalhar fora, porque é muito pesado.
No final da gestação da Bel, eu comecei trabalhar com feltro e tecido. Sempre gostei de artesanato e me empolguei com os feltros por ser fácil de trabalhar e não ser muito caro, fiz muitas peças para uso, para doar e comecei vendendo principalmente para minha mãe. Bel nasceu e eu fiquei no dilema de inscrevê-la ou não em uma creche, voltar ou não para a faculdade, trabalhar fora ou não. Decidi que iria tentar, lá no fundo do meu coração eu sabia que era isso que eu queria, mas que assim como a mãe que trabalha fora seria uma atividade puxada, "quase sobre humana", mas estava decidido pelo menos para mim, que não ficaria longe da Bel nesse primeiro ano, conversei com o marido e entendo como é puxado e preocupante para ele cuidar das despesas sozinho. Eu comecei a ler sobre como prosperar os negócios, confesso que ainda não coloquei a metade das ideias em prática pois tenho medo de não dar conta.
Criei duas fanpages no facebook, um blog e um canal no youtube ( eu e essa minha mania de tentar abraçar o mundo) sobre artesanato, Posso dizer que desde maio eu tenho tirado de lucro o que eu acho que já é um bom começo.Fiz de tudo um pouco, babadores, sapatinhos, capas de caderneta de vacina, case de celular, bonecos, enfeites, lembrancinhas e chaveiros.
Fiz duas apostilas, porque gosto mesmo é de ensinar, pretendo fazer mais muitas com valores acessíveis, porque é caro viu, embora tenha muita coisa free  na internet não são todas as pessoas que conseguem fazer só de olhar e quem tá começando não tem muita grana, porém essas caras vale a pena como investimento quando já está lucrando.

Bem, passei aqui para contar dessa nova fase da minha vida, o blog fez quatro anos agora em julho e tava abandonado, mas eu amo muito esse cantinho e não posso me desfazer dele.
Além do artesanato, tenho ajudado muitas mães em particular e pretendo continuar ajudando, até criei um grupo no facebook, o Mãe da Hora responde. (Entrem lá)

Além das apostilas e aulas quero me especializar em brinquedos pedagógicos, sinto muita falta de coisas simples para brincadeiras, então logo provavelmente colocarei uma lojinha dessas artes legais por aqui, vou deixar os links para quem quiser seguir minha parte artística.



Fanpage com dicas: Descomplicando o Artesanato
Fanpage com meus trabalhos: Artelier da Cynthia
Blog com dicas, passo a passo e moldes: Cynthia Descomplica
Canal no youtube com aulas e dicas: Cynthia Descomplica

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Eu e minha quarta cesárea

Bom dia, resolvi falar da minha quarta cesárea porque foi apenas há seis meses que ela aconteceu e realmente é a que mais me lembro se penso no parto em si, além de ainda lembrar da gestação e não somente das partes boas... Eu não sei se toda mãe tem isso, mas com o passar dos anos acho que vamos deletando o negativo e lembrando somente das coisas boas de cada gestação ou parto. ( é uma dor muito sem vergonha).

A Bel não foi planejada, veio em meio um processo que eu inocentemente havia estabelecido em minha vida, percebi durante a gestação dela como as mulheres vão sendo levadas diretamente para a maternidade compulsória, você não pode nem questionar o fato de estar grávida ou ainda ter o direito de ficar chateada com a situação, você tem que aceitar porque é um presente, e realmente é um presente e amo minha filha, mas não tive o direito de me sentir frustrada ou triste parece que não devemos mais ser seres humanos quando engravidamos, devemos ser robôs programados para amar somente.


Eu sabia que iria amar muito a minha filha, mas naquele momento eu queria entender a situação, assim que descobri a gestação começaram as dores, eu estava apenas com quatro semanas e doía muito, foi me dito que era por causa das cesáreas anteriores, todo médico me olhava de cara feia porque eu já tinha três e ainda porque tinha um DIU perdido dentro do meu organismo, bem além de eu ter que estar feliz e realizada com a nova gravidez ainda tinha que ver os profissionais me olhando com a aquela cara "você é louca de estar grávida novamente" ou ainda "bem feito se tá doendo".


No momento que começou doer eu fui ao médico, precisava me certificar que estava tudo bem e precisava ser orientada de como faria para que a gestação prosseguisse da melhor forma, confesso que muitas e muitas vezes achei que não iria conseguir, achei que ela seria um anjo no céu, ainda bem que eu estava errada. Fiz muito repouso, cheguei a ficar internada e fui levando a minha vida, demorei para contar que estava grávida para as pessoas, demorei para arrumar as coisas dela, mas sabia que amaria muito aquele serzinho que estava em meu ventre.


Na ecografia da vigésima semana foi comprovado que seria elA, mas também fui encaminhada para ao atendimento de alto risco, por causa da dores e cesáreas anteriores, me mandaram para o único hospital na cidade que eu não gostaria de ter minha filha, mas não havia muita para ser feito a não ser, ser resiliente.


Nos partos anteriores eu não queria ninguém comigo na hora, mas nesse eu queria (como a gente muda né?) e assim foi, minha mãe entrou no último minuto do segundo tempo e ficou comigo por lá até eu ir para o quarto.


Falando da cesariana, eles fizeram em outro local, é comum cortarem sempre no mesmo lugar, porém com estava muito embaixo meu corte eles fizeram em outro local para não correr risco de atingir minha bexiga, durante o parto já retiraram minha trompas e procuraram o DIU, foi a pior sensação da minha vida, é muito ruim sentir alguém mexendo dentro de você, mas o pior já tinha passado, eu sentia tanta dor que ficava imaginando se não tinha algo machucando ou incomodando minha bebê também, ela nasceu forte 3,770 kilos e 51 centímetros, eu só conseguia pensar: Ela está bem, ela está bem, ela está bem e esse pensamento estendeu-se por quase 50 minutos que foi o tempo em que fiquei ali vulnerável e aberta com  médicos mexendo dentro de mim.


Agora a pergunta, foi um parto mágico? Não, foi um parto ótimo para padrões de recuperação e de sucesso, ela nasceu e eu me recuperei bem, mas não tive nenhum parto óóóó, eu nunca tive vontade de ter parto normal, e nem idealizei nada para o momento do nascimento dos meus bebês, o que eu queria mesmo no final de cada gestação que eles saíssem logo, para eu poder ver seus rostinhos e amamentar e acariciar e carinhar e apertar e amar e andar direito de novo, (risos).


Hoje marido me pergunta se eu não arrependo de ter laqueado, por ele teríamos mais uns dois, e eu não posso responder essa pergunta, no momento não me arrependo até porque quatro é uma quantidade bem significativa, mas quem sabe o futuro né, eu mudei tanto nos últimos quatro anos, quem saberá o futuro? Acho que só quem chegar até lá...


Enfim, ótima terça pra todos.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Chá de Fraldas - 10 Brincadeiras

Eu não acho que não irei fazer chá de bebê, ando muito cansada e dá um trabalhão.
Mas tenho algumas amigas que irão fazer e se eu me animar quem sabe eu faça também, ainda tem um tempinho.
Pensando em chá de bebê veio muitas coisas em minha cabeça, como convites, comes e bebes, decoração e também as brincadeiras.
Se tem algo que eu não gosto desses chás são as tais brincadeiras de pagar mico, em que pintam toda a noiva, nesse caso a mãe.
Então, após essa pesquisa eu selecionei algumas que achei interessantes e que podem ajudar a futuras mamães e titias se divertirem de forma legal e saudável.

1° Medir a barriga : todas as amigas cortam um pedaço de barbante do tamanho que acham que está a circunferência do abdômen e quem mais se aproximar ganha um prêmio.

2° Stop das letras : Cada uma recebe uma folha com papel e lápis, todas tem que por nomes de coisas de bebês com as iniciais do nome da criança. Quem tiver mais acertos ganha.

3° Nome do bebê não : Não pode dizer o nome do bebê a festa toda, a medida que forem falando saem do jogo, quem sobrar leva um brinde.

4° Chupeta na cadeira : Ou qualquer outro objeto pequeno de bebê que deve ser colocado em um cadeira antes da festa, quem sentar nela ganha um prêmio.

5° Fralda na bexiga : Com os olhos vendados as participantes devem colocar uma fralda na bexiga em um tempo determinado ( sugiro 45 segundos) , quem melhor por ganha.

6° Adivinha quantos : Pode ser jujubas, bolinhas de algodão, cotonetes , coloque-os dentro de um pote com a quantidade colada dentro da tampa, cada uma dá um palpite, leva um prêmio quem ganhar.

7° Quiz bebê : Um quiz com perguntas e respostas, quem acertar mais leva um brinde. Primeira rodada com 5 perguntas, segunda com 3 e terceira com 2.
Dicas de perguntas: Nome do pai, nomes da avós, quantas semanas tem a gestação, maternidade que o bebê vai nascer.

8° Retrato de bebê : Sorteia-se 3 pessoas para fazer um retrato de como acha que será o bebê, pede para que uma criança que não viu quem desenho escolha o mais bonito para ser o vencedor.

9° Mamães famosas : Todas tem 1 minuto para escrever a maior quantidade de mães famosas  a que escrever mais ganha um brinde. ( Retirei do site pampers).

10° Binguinho Bebê: É como um bingo normal, mas utiliza-se nomes de produtos para bebês ao invés de números, coloca em um saquinho ou potinho os nomes dos objetos e as cartelas com os mesmos nomes, e a mãe vai sorteando, pode-se  vencer quem fizer uma linha, uma coluna ou ainda cartela cheia.

Eu fiz aqui uma lista e umas cartelas para quem quiser, é só abrir a figura, salvar no seu computador e imprimir.
Cartelas para download para fazer bingo no chá de fraldas.

Lista de produtos para o bingo no chá de fraldas.
Espero que aproveitem ao máximo e divirtam-se bastante.
E dá-lhe fraldas.